A arte sacra e a modernidade
Final do século XIX–século XX · 40 registros · 30 com imagem verificadaQuestão central
Como a modernidade transformou a arte sacra?
Materiais e arquitetura
Concreto armado, aço e vidro ampliaram as possibilidades construtivas. Notre-Dame du Raincy utilizou concreto numa igreja de planta longitudinal com vitrais. O modernismo não aboliu toda tradição espacial: frequentemente transformou estruturas mantendo funções litúrgicas.
Movimento litúrgico
Muito antes do Vaticano II, comunidades e autores como Guardini e Casel promoveram reflexão sobre liturgia e participação. Rudolf Schwarz relacionou arquitetura e celebração em projetos como Corpus Christi, Aachen, marcado por superfícies claras e ornamentação reduzida.
Artistas modernos e igrejas
Maurice Denis e Desvallières estabeleceram os Ateliers d’Art Sacré. Matisse concebeu em Vence um espaço em que vitrais, cerâmicas e arquitetura utilizam uma linguagem moderna. Le Corbusier criou em Ronchamp uma capela relacionada à luz e à topografia, inaugurada antes do Vaticano II.
Modernismo brasileiro
Na Pampulha, Niemeyer combinou abóbadas de concreto e obras de Portinari, Werneck e outros colaboradores. A Catedral de Brasília utilizou estrutura radial e vitrais abstratos de Marianne Peretti, com esculturas de Ceschiatti. Ambos revelam diversidade da arquitetura moderna brasileira.
Vaticano II
Sacrosanctum Concilium, especialmente §§122–130, reconhece a arte contemporânea e declara que a Igreja não adotou um estilo como exclusivamente seu. Mantém critérios de nobre beleza, adequação ao culto e legítima presença das imagens. O concílio não proibiu igrejas tradicionais nem exigiu a eliminação generalizada de imagens.
Obras e conjuntos para observação
- Notre-Dame du Raincy
- Corpus Christi — Aachen
- Capela do Rosário — Vence
- Notre-Dame-du-Haut — Ronchamp
- São Francisco — Pampulha
- Catedral de Brasília
Vocabulário do capítulo






























Nenhuma ficha corresponde a este filtro.