O maneirismo e a arte sacra do século XVI
Aproximadamente 1520–1600 · 35 registros · 35 com imagem verificadaQuestão central
Que experiências configuram o maneirismo religioso?
Maniera e periodização
O maneirismo reúne diferentes experiências italianas e europeias dos séculos XVI. Alongamentos, poses elaboradas, composições tensas e espaços ambíguos aparecem em algumas obras. A classificação não significa perda de habilidade nem uma decadência entre Renascimento e barroco.
Pontormo e Rosso
Na Capela Capponi, a Deposição de Pontormo organiza o corpo de Cristo e seus acompanhantes num espaço pouco definido, por meio de cores luminosas. Rosso Fiorentino, em Volterra, desenvolve outra Deposição com a cruz, escadas e gestos angulosos. O mesmo tema cristão recebe interpretações diferentes.
Parmigianino
A Madona do Pescoço Longo foi destinada a um altar. Suas proporções alongadas e distribuição assimétrica demonstram que imagens católicas podiam ser deliberadamente não naturalistas. A obra também apresenta conexões iconográficas entre a infância e a Paixão de Cristo.
Tintoretto e El Greco
A Última Ceia de Tintoretto utiliza mesa diagonal, intensa iluminação e figuras em diversos planos. El Greco, formado em ambiente cretense e depois italiano, elaborou em Toledo composições com diferenças evidentes entre regiões celestiais e terrestres, como no Enterro do Conde de Orgaz.
Reformas católicas
Trento não condenou o maneirismo. Carlos Borromeu e Gabriele Paleotti discutiram arquitetura, imagens e decoro em textos importantes posteriores ao concílio. Seus escritos constituem fontes históricas específicas, não regras formais universais da arte católica.
Obras e conjuntos para observação
- Deposição — Pontormo
- Deposição — Rosso Fiorentino
- Madona do Pescoço Longo
- Igreja do Gesù
- Última Ceia — Tintoretto
- Enterro do Conde de Orgaz
Vocabulário do capítulo



































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